Conjus discute construção de aterro sanitário

2011-03-05 08:32

Dentro dos problemas e prioridades apontadas pela Câmara Técnica de Infraestrutura e Saneamento do Conjus, estão a falta de um sistema de saneamento básico, acumulo de lixo na área externa dos estabelecimentos comerciais do centro de Juruti e a proximidade entre a cidade e o aterro sanitário usado atualmente. Na busca de esclarecimentos a respeito do assunto, foi solicitado pela Câmara Técnica de Meio Ambiente, que o Conjus encaminhasse ofício solicitando uma reunião com a Alcoa e Prefeitura de Juruti para tratar o tema da ‘Construção do Aterro Sanitário’ e ‘Anexo do Hospital’, previstos anteriormente na Agenda Positiva do município. Os temas foram discutidos durante reunião do Conjus no último dia 9, na Colônia de Pescadores, e contou com a presença de mais 28 organizações, entre empresas, sociedade civil organizada e o poder público.

            O gerente geral da Alcoa Mina de Bauxita de Juruti, Tiniti Matsumoto Júnior, deu esclarecimento a respeito do planejamento para a implantação do aterro sanitário e informou que, a partir do Decreto nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, que regulamenta a Lei nº12.305, de 2 de agosto de 2010, e que institui a política nacional de Resíduos Sólidos, será estudada a implantação do aterro, atendendo as especificações da lei citada. Será preparado, via Alcoa, secretária de Meio Ambiente e Câmara Técnica de Meio Ambiente, a formulação de um Plano Diretor para trabalhar essa demanda levantada pelo Conjus e que é uma necessidade antiga da população de Juruti.

            O terreno adquirido pela Prefeitura de Juruti para a construção do aterro sanitário fica no km-19 da PA-257. De acordo com Christian Resende, secretário de governo da PMJ, a construção do aterro é uma prioridade da atual administração municipal e a participação da comunidade através do Conjus nas discussões, contribui para a melhoria da cidade. “É importante essa discussão num conselho como este, porque quando a sociedade começa a participar, a gente ver as dificuldades e ver como participar.A gente tem trabalhado coma Alcoa com o interesse mútuo de ver Juruti melhorar”, declarou o secretário de planejamento da PMJ.

Quanto a demora para a criação do aterro sanitário, o gerente geral da Alcoa Mina de Bauxita de Juruti informou que, se o aterro estivesse sido implantado há nos atrás, com certeza estaria fora dos padrões exigidos pela lei que institui a política de Resíduos Sólidos. Tiniti deixou claro que nenhuma verba foi repassada à prefeitura de Juruti para a construção do aterro e que a execução da obra é de responsabilidade da Alcoa. A empresa tem o prazo máximo de dois anos pra iniciar a construção do novo aterro. Fonte - Conjus


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